Eu abaixei minha cabeça e deixei que minhas lágrimas caíssem ao chão,
alguns minutos depois de estar naquele lugar, me levantei e saí desorientada
pelas ruas e avenidas movimentadas de São Paulo, a voz de Danilo ainda fazia
eco em minha cabeça e meus olhos estavam embaçados. Ouvi um barulho, qualquer
claridade se tornou reflexo e algo me atingiu.
Um mês depois acordei em um lugar estranho com minha mãe me olhando .
-Onde eu estou? Mãe? Lu? Que isso gente? – tentei me levantar e percebi
que estava em um quarto de hospital, aparelho e fios me prendiam a cama.
-Você quer me matar do coração Izabella, se for é só avisar, vou me
poupar do susto e arranca-lo com minhas mãos – ela disse com um semblante
preocupado mas com um ar de nervosismo.
-Foi um sonho? Eu? São Paulo? Onde estamos? –disse confusa e meus olhos
se encheram de lágrimas.
- Você está em um quarto de um hospital em São Paulo! Ficou em coma
durante um mês. Me fez vir até aqui porque foi atropelada. Minha filha, você
não estava enxergando ou algo assim? De um tempo pra cá você está mesmo
estranha e eu preciso saber o que está acontecendo com você, a Luiza não quis
me contar, mas de você eu vou ficar sabendo!
- Cadê a Lu mãe? – disse chorando.
- Já está na casa dela, que aliás é um lugar que você e ela nunca
deveriam ter saído, espero que você melhore minha filha.
Dias se passaram, meu corpo inteiro doía, eu estava em coma induzido
justamente pelas dores, havia fraturado diversas partes do meu corpo e estava
muito machucada, não me lembrava de nada, apenas do Danilo virando as costas
pra mim e saindo pela porta da Starbucks.
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