sábado, 21 de julho de 2012

Capitulo Onze


Eu abaixei minha cabeça e deixei que minhas lágrimas caíssem ao chão, alguns minutos depois de estar naquele lugar, me levantei e saí desorientada pelas ruas e avenidas movimentadas de São Paulo, a voz de Danilo ainda fazia eco em minha cabeça e meus olhos estavam embaçados. Ouvi um barulho, qualquer claridade se tornou reflexo e algo me atingiu.  Um mês depois acordei em um lugar estranho com minha mãe me olhando .
-Onde eu estou? Mãe? Lu? Que isso gente? – tentei me levantar e percebi que estava em um quarto de hospital, aparelho e fios me prendiam a cama.
-Você quer me matar do coração Izabella, se for é só avisar, vou me poupar do susto e arranca-lo com minhas mãos – ela disse com um semblante preocupado mas com um ar de nervosismo.
-Foi um sonho? Eu? São Paulo? Onde estamos? –disse confusa e meus olhos se encheram de lágrimas.
- Você está em um quarto de um hospital em São Paulo! Ficou em coma durante um mês. Me fez vir até aqui porque foi atropelada. Minha filha, você não estava enxergando ou algo assim? De um tempo pra cá você está mesmo estranha e eu preciso saber o que está acontecendo com você, a Luiza não quis me contar, mas de você eu vou ficar sabendo! 
- Cadê a Lu mãe? – disse chorando.
- Já está na casa dela, que aliás é um lugar que você e ela nunca deveriam ter saído, espero que você melhore minha filha.
Dias se passaram, meu corpo inteiro doía, eu estava em coma induzido justamente pelas dores, havia fraturado diversas partes do meu corpo e estava muito machucada, não me lembrava de nada, apenas do Danilo virando as costas pra mim e saindo pela porta da Starbucks.  

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