quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Capitulo Vinte e Sete
Almoçamos com a minha mãe, passamos o dia todo conversando, trocando beijinhos e dando risadas. Era incrivel como o Danilo me fazia bem e como eu parecia fazer bem pra ele também, só que o que a Patricia tinha me dito não saia da minha mente, adormeci no colo do Dan e quando acordei já era bem tarde e ele não estava do meu lado. Aproveitei e tomei um banho, vesti qualquer coisa e quando sai ele estava estacionado na minha cama de um jeito preguiçoso e com o olhar baixo. Sequei meus cabelos e sentei ao seu lado.
-Tá tudo bem Dan?
-Está, eu só estava distraido.. Vou pedir uma pizza.
Comemos a pizza e o Danilo permeneceu em silêncio, ele subiu pro quarto enquanto eu desejava boa noite a minha mãe, subi e entrei no quarto, me deparei com o Danilo olhando a rua pela janela.
-Izabella, fecha a porta e senta ai. -Ele disse se virando pra minha direção e lançando um olhar pertubado pro teto.
-O que foi Danilo? -Me sentei na cama e aguardei ansiosa alguns segundos em um silêncio profundo.
-Porque não me contou que a Patricia esteve aqui? -Ele disse suspirando fundo e olhando pra mim.
-Achei que não fosse necessário, desculpe.
-É necessário, muito necessário, você não pode me esconder algo assim. Izabella, você não vê? Ela quer estragar o nosso relacionamento. -ele disse me interrompendo.
-Porque minha mãe foi te contar, droga..
-Deixa ela fora disso, sua mãe só quer o melhor pra você.
-Tá ok, a Patricia esteve aqui, desculpe.
-Mas você me escondeu algo muito grave.
-Danilo, quando eu estava na sua casa ela esteve lá e se eu não tivesse escutado a conversa de vocês eu não teria nem desconfiado da ida dela até seu apartamento.
-É diferente...
-É diferente porque se trata de você Danilo. - Eu disse aumentando o tom da minha voz.
-É diferente porque eu NUNCA cogitei a hipotese de me afastar de você, você não confia em mim, não confia nos meus sentimentos.
-Quer saber? Eu não confio, não confio em um cara com o dobro da minha idade me dizendo que quer se casar e ter filhos comigo. É ilusão da minha cabeça porque você sabe que vai chegar alguém melhor que possa te dar tudo o que você quer e eu não posso te dar agora e tem toda essa distancia e no final quem vai sofrer sou eu Danilo, eu nunca deveria ter ido atrás de você uma vez, vamos aceitar os fatos. -eu joguei essas palavras ao ar sem nem me tocar no que havia acabado de dizer.
Danilo me lançou um olhar perplexo, pude ver seus olhos se encherem de água e uma vermelhidão tomar todo o seu rosto, foi ai que eu me toquei da tolice que eu havia acabado de cometer e de quão falsas aquelas palavras eram, eu me toquei naquele instante que existia tanto amor que se eu não estivesse com tonta com toda a situação eu poderia enxergar o sentimento.
-Não confia no homem que tem o dobro da sua idade...
-Meu amor, me perdoa, eu não que... - tentei imterrompê-lo
-Não confia no homem que tem o dobro da sua idade e que seria capaz de muita coisa pra viver do seu lado, vamos aceitar os fatos, talvez a Patricia esteja mesmo certa, vamos esperar pra conhecer o seu próximo amor. -Ele disse em um tom mais alto, saiu e bateu a porta.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Capítulo Vinte e Seis
A semana se arrastou lentamente, não conseguia parar de pensar na voz de indignação do Danilo falando comigo por telefone e me questionando no porque de eu não querer ir até São Paulo, eu tinha usado como desculpa o cansaço e é obvio que ele não havia se convencido disso.
Acordei no sabádo com um corpo gostoso, quentinho, conhecido e um pouco pesado se jogando em cima de mim. Abri o olhos e levei um susto ao me deparar com o Danilo saindo de cima de mim.
-Nossa, você está precisando mesmo emagrecer. -eu disse rindo e me espreguissando.
-Vá se foder Izabella. -ele riu
-Madrugou pra chegar aqui e me encontrar dormindo? Que surpresa é essa?
-Sai de São Paulo bem cedo sim, ainda estava escuro. O que foi, não gostou da minha surpresa? Já que você não iria me ver, resolvi vir até aqui encher o saco.
-Ah, estou descabelada, de pijama, preciso de um banho.
-Gosto muito mais de você assim, me lembra de como é acordar ao seu lado. Cara, sou bem ridiculo falando assim né? -ele deu uma risada, tirou o boné e o colocou em cima da minha mesinha.
-Você é lindo e muito fofo. -eu disse me levantando da cama e pegando algumas coisas pra ir tomar banho.
-Quero um beijo Iza. -ele me segurou pela cintura.
-Não mesmo Danilo, vou escovar os dentes, tomar um banho e depois conversamos.
Fui pro banheiro e liguei o chuveiro, tentei esvaziar minha mente e esquecer que a Patricia esteve em minha casa, não conseguia. Eu amava tanto o Danilo e me sentiria a maior egoista do universo se não o deixasse ser realmente feliz. Mas eu não iria fazer nada sem pensar muito bem. Sai do banho renovada e cheirosa.
-Agora sim eu posso ganhar um beijo.
-Sim, pode.
Ele me segurou pela cintura e me beijou, caminhou me beijando até me pressionar contra a cama e cair em cima de mim, me olhou por um instante, recuperamos o folego e ele voltou a me tomar em um beijo pra lá de caliente... Até que, fomos interrompidos.
-Venham comer alguma coisa vocês dois. -disse minha mãe entrando no quarto e falando alto com a intenção de nos atrapalhar.
-Ah obrigada, mas pra comer alguma coisa não preciso nem sair desse quarto. -Disse o Danilo respondendo a pergunta da minha mãe com um ar de irônia.
-Me poupe dessas piadinhas Danilo. -ela brincou e saiu do quarto.
-Melhor a gente obedecer, mamãe é bem nervosa. -eu disse me levantando.
domingo, 26 de agosto de 2012
Capitulo Vinte e Cinco.
-Iza, o que aconteceu? Quem é essa mulher que acabou de sair daqui?
-Mãe, preciso de um tempo, conversamos mais tarde, pode ser?
-Sim.
Subi pro quarto e chorei por um bom tempo pensando em tudo que havia acontecido, acabei adormecendo e sendo acordada horas depois por minha mãe.
-Izabella, acorda e vem almoçar. -ela disse se sentando na beirada da cama.
-Estou sem fome mãe -eu disse me sentando da cama, ainda com os olhos grudados.
-Você precisa se alimentar, mas antes quero saber o que aconteceu aqui de manhã.
-Não sei se quero falar sobre isso mãe.
-Não vá ficar guardando isso pra você.
-Ela se chama Patricia, é ex namorada do Danilo, quando eu fui pra São Paulo atrás dele eles ainda estavam juntos, e agora ela veio aqui e me disse coisas horriveis, mas que fazem muito sentido, não quero perder o Dan, mas quero o melhor pra ele. -eu disse chorando e contei toda a história a ela.
-Filha, você não vai perder o Danilo, o melhor pra ele é do seu lado e ele sabe disso, sabe tanto que escolheu você pra estar ao lado dele, tira essa ideia boba de que você não é a mulher certa pro Danilo. Vocês são dois bobos, me lembrou tanto quando o Danilo veio até mim dizer que estava apaixonado por você, mas que não era o homem certo. Ah Izabella, eu vejo nessa relação um amor que essa tal Patricia nem tem noção.
-O Danilo te disse o que? -soltei uma risada.
-Nada não, vem almoçar.
Fomos almoçar e eu bem que tentei não pensar tanto no que a Patricia havia dito, mas era inevitavel, falei com o Danilo por telefone e ele provavelmente estranhou o tom da minha voz e minha recusa de ir a São Paulo no fim de semana.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Capitulo Vinte Quatro
-Enfim, você ama o Danilo, vocês estão felizes, ele ama você e blablablá. Para pra pensar, você e o Danilo, até quando essa felicidade vai durar? Até a sua primeira recuperação no colégio ou até chegar um garoto novo no seu bairro, ou então até você virar 'fãzinha' de outro cara, me poupe, o Danilo não te ama, só quer comer você.
-Isso ele já fez. Quer saber, some daqui, vai embora agora...
-Mas que falta de educação mocinha, eu mal comecei. Fica calada e escuta o meu recado, tá bom, o Danilo pode até gostar um pouquinho de você, mas você não é mulher pra ele, nem mulher você é, quando ele precisar de alguém ao lado dele? Você vai estar aqui, tão distante não é? E quando ele quiser constituir uma familia e ter filhos? Você não vai poder dar isso a ele, porque é muito novinha e quer fazer faculdade, ganhar a vida primeiro. Olha pra você garota, o Danilo poderia ser seu pai, aliás eu acho que ele confunde um sentimento de carinho com isso que vocês dois insistem em chamar de amor, é tão ridiculo quanto imaginar que essa relação patetica vai durar, porque não vai. Não estou te dizendo isso porque eu quero ficar com ele, apesar de querer, mas para pra pensar no que eu te disse, você não vai fazer o Danilo feliz. Quando ele precisar de uma mulher de verdade, ele vai me procurar, ou então procurar qualquer uma que pelo menos tenha cabelos na ... ops, não posso dizer esse tipo de coisa perto de você. Pensa bem e se você ama tanto o Danilo o quanto diz, vai saber o que é melhor pra ele.
Eu a imterrompi, meti a mão na cara daquela vadia, naquele momento o que mais doía era o rosto da vagabunda no qual eu deixei exposta a marca dos meus cinco dedos. E provavelmente ela entendeu o recado, saiu toda nervosinha, esbarrando com minha mãe ao passar pela porta.
Eu cai intacta no sofá, minha mãe fechou a porta e me lançou um olhar de preocupação, as lágrimas escorreram no meu rosto, a imagem do Danilo me veio na mente e por mais que eu tivesse certeza do nosso amor tudo o que ela havia dito fazia um enorme sentido.
Capitulo Vinte e Três.
Voltei pra casa muito feliz, apesar da nossa briga naquele final de semana tudo tinha se resolvido da melhor maneira possivel.
Me levantei atrasada para a escola, minha mãe já havia saido e eu estava me arrumando com certa pressa, peguei minha mochila e já estava descendo as escadas, quando fui surpreendida pela campanhia, abri a porta achando que fosse minha mãe e me surpreendi.
-Eu posso entrar? Ou vou te atrasar pra escola? Dane-se. -Ela disse entrando.
-Espera um pouco, quem você pensa que é pra entrar na minha casa dessa forma? Como descobriu onde eu moro? O que está fazendo na minha casa? -Eu disse quase vomitando quando aquele ser repugnante entrou em minha casa e sentou-se no meu sofá.
-Vou me apresentar, apesar que acho que sabe bem quem eu sou, me chamo Patricia, sou ex namorada do Danilo e por sorte quando namorava com ele encontrei um papel com seu endereço nas coisas dele, não sei, mas minha intuição me disse que eu iria usar este papelzinho futuramente. -Disse com um sorriso ironico no rosto.
-O que veio fazer aqui? -Eu disse tentando controlar minha raiva.
-Vou ser breve, não quero ser a culpada se for reprovada na escola e espero que você entenda meu recado, afinal, não sai de São Paulo e vim parar nesse fim de mundo atoa.
Engoli seco e deixei que ela prosseguisse.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Capitulo Vinte e Dois.
OU
CAPITULO ENORME! DESCULPEM PELA MINHA DESORGANIZAÇÃO!
Acordei no sofá pela manhã, com muitas dores pelo corpo e mais cansada ainda pelo fato de eu estar brigada com o Dan. Escutei ele com a voz exaltada, me levantei e ele estava parado na porta. Ele bateu a porta, eu esfreguei meus olhos e levantei.
-Iza, te acordei, desculpa. -Danilo disse com um ar de preocupação.
-Quem estava ai?
-Quem estava ai Danilo? Não posso saber? -Disse inconformada após não obter resposta na primeira pergunta.
-A Patricia.
-Que Patricia? Aquela sua ex?
-Sim, acho que a ultima vez que você viu ela foi.. -Ele dizia preocupado e um pouco constragndido.
-Foi antes do meu acidente, quando eu vim procurar você. -Terminei a frase com a voz firme e seca.
-Sim
-O que ela quer aqui?
-Nada de mais, só encher o saco.
-Nada de mais? Realmente, eu acordo com você todo nervoso discutindo com essa mulher e você me diz que não é nada de mais.
-Sabe o que ela quer? Estragar o nosso relacionamento, é isso, ela e mais um monte de gente por ai, não vou dar importância.
-Vai ficar com essa cara agora? -Ele disse depois que eu havia escovado os dentes e me estacionado a frente da tv, me negado a almoçar e já estava intacta na mesma posição por horas e mais horas.
-Izabella, para de me ignorar. EU NÃO ACREDITO NISSO, QUE DROGA! Eu custo a ver você, tô louco pra matar a saudade, você vai embora amanhã cedo e vai ficar me evitando por causa de nada? -Ele disse levantando a voz e colocando a mão na cabeça..
-Por causa de nada? Primeiro você me ofende dizendo que eu não me preocupo com você, depois sua ex namorada aparece aqui em pleno domingo de manhã e você não pode ter uma conversa descente e sincera comigo sobre o que ela estava fazendo aqui.
-Eu te pedi desculpas por ontem e ela só veio aqui encher o saco, dizer que eu não deixei nada claro entre nós dois. Você ficou a tarde inteira estacionada nessa porra de sofá, simplismente me ignorando, não vou ficar correndo atrás de você, para de agir como uma criança. Porque você não pode acreditar em mim, mas que porra. -Disse gritando.
-Para de gritar comigo Danilo. -Disse me levantando e passando para o quarto, ele foi atrás de mim.
-O que você vai fazer?
-Vou embora agora, ficar em qualquer hotel, em qualquer lugar, só me recuso a ficar aqui com você gritando desse jeito. -Disse chorando e pegando minhas coisas.
-Para com isso agora Izabella, eu estou gritando porque não quero te perder pra essas bobagens. Desculpa se eu te magoei, tenho meus defeitos, não sou perfeito, mas me esforço pra ser o melhor pra você, não quero te preocupar com meus problemas, quero só ficar do seu lado, sem se importar com a Patricia ou com qualquer outra pessoa que venha interferir na nossa felicidade, droga, eu gosto de você, eu amo você, isso não está claro Iza? Se não estiver é só me dizer, pode me dizer que eu estou distante e que você não gosta. Desculpa se eu te questionei quando quis cuidar de mim, não quero te preocupar. Me preocupo apenas com nós dois, eu sou um homem de quase 33 anos Izabella, e você está no auge da sua juventude, daqui uns dias você vai conhecer alguém melhor que eu por ai e, ah caralhoooo. -Ele dizia enquanto me segurava pelo braço.
-Danilo, cala a boca, não quero ninguém além de você seu babaca idiota, eu morro de ciumes da Patricia e de qualquer mulher que possa te satisfazer mais do que eu. Me preocupo com sua saúde sim e me sinto uma criança perto de você, eu sou uma criança! Dan, só não quero te perder. -Disse chorando.
-Então para de chorar, porque você não vai me perder. Olha pra mim, eu te amo e acredite nisso, porque você não sabe o quanto é dificil pra mim expressar isso á qualquer pessoa, mas se eu to dizendo isso pra você é porque é verdade, me perdoa se eu te magoei.
-Eu amo seu sotaque, sua barba, seu jeito engraçado de pular e correr, suas mãos, seu corpo, sua voz, sua timidez, eu também te amo, me desculpa por ser tão imatura. -Eu disse sorrindo um pouco em meio minhas lágrimas.
Ele me roubou um beijo longo e apaixonado, me jogou na cama com certa voracidade.
-Que idéia é essa de ir embora agora? Temos muito pra aproveitar ainda!
-Porque? Você quer sair? Fazer alguma coisa ainda?
-Não, eu quero você Izabella, eu quero você!
Definitivamente, só Danilo Gentili sabia me esquentar sem cobertores, me amar com atitudes e me fazer delirar com apenas um olhar ou um sorriso. DE-FI-NI-TI-VA-MEN-TE, eu amava Danilo Gentili.
Capitulo Vinte e Um.
Ele estava tão ocupado com o trabalho que mal nos falavamos pelo telefone, quando finalmente surgiu um final de semana livre na agenda do Danilo fui pra São Paulo, queria logo matar a saudade. Ele me buscou no aeroporto e fomos pro apartamento dele.
-Tenho uma surpresa pra você. -Danilo disse beijando meu pescoço e abrindo a porta.
Guiomar se levantou do sofá e caminhou até nós dois.
-Mãe, essa é a Iza. -Ele disse sorridente.
-Guiomar, oi, nossa que surpresa! -Eu disse sem graça e recebi um abraço carinhoso dela.
-Izabella, é um prazer te conhecer, já estava até ansiosa pra saber quem era a menina que tinha ganhado o coração do meu Junior.
-Junior? -Ele disse fazendo uma cara engraçada.
Nos sentamos no sofá e tivemos uma longa conversa, ela reclamou que o Danilo andava cansado, não cuidava da saúde. Disse que estava feliz porque sabia que eu deveria ser uma ótima pessoa e em seguida prefiriu ir embora pra que não ficasse muito tarde.
-Iza, quer ir em algum lugar hoje? -Danilo disse saindo do banho com o corpo e o cabelo molhados e de boxer branca (por favor, imaginem essa cena)
-Não sei, se quiser podemos, se não quiser vamos ficar aqui mesmo. -Eu disse me sentando na cama.
-Ahhh, vou preferir ficar aqui. Tô muito cansado amor. -Ele disse caindo sobre mim, me fazendo deitar na cama, colocou meu cabelo atrás da orelha e me deu vários beijos calmos.
-Tô preocupada com você.
-Preocupada comigo Iza? Porque? -Se deitou ao meu lado.
-Sua mãe disse que você não está cuidando da sua saúde, e que anda muito cansado é o mais óbvio.
-Minha mãe se preocupa atoa e meu cansaço é porque estou trabalhando demais.
-Você trabalha tanto que não cuida de você, depois vai ter que parar seu trabalho pra cuidar da sua saúde.
-Amo o que eu faço ..
-Eu sei Danilo, não estou questionando o seu amor pela profissão, mas você precisa ter mais tempo pra cuidar de você. -Eu disse o imterrompendo.
-Não entendo o que você tá dizendo, estou ótimo.
-Estar ótimo não é estar cansado 24 horas por dia.
-Você tá dizendo isso porque? Porque se preocupa? Me poupe, isso no máximo é uma crise porque não tenho te dado muita atenção. Desculpa Izabella, eu tenho responsabilidades. -Danilo disse aumentando o tom de voz e se sentando na cama.
-Espera ai Danilo, você não tem me dado muita atenção mesmo, agora insinuar que eu não me preocupo com você e que eu não compreendo que você tem responsabilidades, por favor, me poupe você. -Eu disse com raiva, me levantando da cama e caminhando até o sofá da sala.
-Iza, desculpa amor, vem aqui.
-Não Danilo, me deixa, me deixa!
Ele não insistiu comigo, voltou pro quarto e eu acabei adormecendo no sofá.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Capitulo Vinte.
Fui pro hotel e almocei com minha mãe, conversamos muito,
demos uma volta e ela foi até o aeroporto comprar as passagens enquanto eu
fiquei descansando, Danilo me ligou chamando pra gravação do AéT.
Fomos juntos pra gravação do programa e eu estava muito mais
do que feliz, preferi esperar ele no camarim, não demorou muito até a gravação
terminar, eu fui pro estacionamento e fiquei no carro observando o modo
carinhoso como ele atendia suas fãs, pensando que há meses atrás eu tinha esse
significado lindo na vida do Danilo, me lembrei de tudo que havia acontecido
com nós dois e por bem pouco uma lágrima não escorreu dos meus olhos. Dormi na
casa do Dan, estávamos tão cansados que não deu tempo pra pensar em nada
naquele dia.
-Desculpa te acordar assim, mas se não se apressar vai
perder o voo meu amor. –disse me beijando.
-Ah, é mesmo. – eu disse ainda sonolenta.
Me arrumei, pegamos minha mãe no hotel e fomos até o
aeroporto.
-Tchau – O Danilo disse abraçando minha mãe.
-Tchau Danilo, juízo. –ela respondeu e deixou que nos despedíssemos.
-É, não me deixa esperando como da ultima vez, por favor,
vai logo me ver.
-Assim que eu tiver tempo eu vou, juro! –Disse e deu um
sorrisinho de canto.
-Tá. –Olhei pra baixo e segurei o choro.
Danilo levantou meu rosto com a mão, me olhou e me beijou
como se não fosse mais me soltar e aos poucos o transformou em selinhos até
afastar sua boca da minha.
-Preciso ir agora. –Eu disse com lagrimas nos olhos olhando
minha mãe me chamar com a mão.
-Ei, não chora.
-É que depois de tudo isso que aconteceu Danilo, eu morro de
medo de te perder pra essa distância outra vez. Danilo, se cuida, por favor,
porque quando eu estou longe não posso fazer isso.
-Ei, para de falar assim, vamos nos ver logo e você vai ter
uma surpresa quando voltar aqui.
-Que surpresa? –Disse eufórica sendo interrompida pela
chamada do meu voo.
-É melhor você ir. –Disse me abraçando.
Voltei pra casa, encontrei com Luiza e contei pra ela tudo o
que tinha se passado, tudo que eu precisava agora era reorganizar minhas coisas
e ficar esperando o tempo passar até que pudéssemos nos ver.
Capitulo Dezenove
Acordei com uma sensação maravilhosa, Danilo Gentili em cima
de mim me dando beijinhos e me desejando bom dia com aquele sorriso de tirar
meu fôlego e o melhor, eu não estava com a sensação que devia explicações a
minha mãe ou de que eu precisaria esconder meus sentimentos. Pode me chamar de
tosca, eu deixo. A verdade é que eu adorava ser tosca quando o corpo dele
estava sobre o meu.
-Eu preciso resolver algumas coisas com o Léo hoje, mas você
pode ficar aqui tá? –disse deitando ao meu lado, com um sorriso lindo e
igualmente sexy acompanhados pela blusa e boxer brancas.
-Não, eu prefiro ir pro hotel, aliás, preciso ir pra casa,
ver a Luiza, arrumar minhas coisas.
-Mas você não vai hoje né? Vocês nem marcaram passagem.
-Não, mas vou ver se vou até o aeroporto com minha mãe e
marco essas passagens pra amanhã.
-Se prefere assim.. –Fez uma cara de contrariado, mas
consentiu minha decisão com um leve sorriso.
-Preciso levantar daqui e me arrumar.
-Vem tomar café primeiro, depois você toma um banho e ai eu
deixo você ir. Que tal? –Disse se levantando e indo até a cozinha.
Apenas sorri e me levantei, coloquei uma blusa de frio vermelha dele que encontrei no quarto e dei uma corridinha até o alcançar, nos
sentamos na mesa e comemos qualquer coisa (porque sinceramente eu não conseguia
prestar atenção em mais nada com aquele sorriso que parecia dar cor ao meu dia).
-Eu estava pensando, vou sentir saudades quando eu estiver
aqui e você lá. –Danilo disse com um ar chateado.
-Você vai me ver, simples.
-Não se trata disso, mas é que eu acho que não consigo mais
ficar um minuto sem saber que você está perto de mim. Eu acho que eu te
amo. –Disse me olhando nos olhos.
-Eu amo você Danilo e tenho certeza disso.
- Gosto do teu sorriso e acho que não suportaria te ver chorar algum dia.
-Porque você está dizendo isso Dan?
-Por nada. Só quero que você entenda que as pessoas podem
falar qualquer coisa sobre nós dois e o que nós temos e sentimos um pelo outro,
eu não me importo.
-Nem eu Danilo. –Eu sorri e ele me abraçou e por um instante
eu desejei jamais soltá-lo.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Capitulo Dezoito.
Eu sorri timidamente e fui surpreendida por um beijo, um
beijo tão intenso que foi capaz de matar toda a nossa saudade e tirar todo o
nosso ar, finalmente minhas mãos deslizavam novamente naquele cabelo e eu senti
novamente o gosto do beijo do Danilo, dessa vez sem pressa, sem culpa, eu pude sentir
o cheiro dele invadir meus pulmões com a maravilhosa sensação que eu e Dan estávamos
juntos agora e nada mais importava.
-Acho que nunca gostei de alguém como eu gosto de você, Iza.
–Disse pausando nosso beijo.
-Danilo, eu sempre gostei de você, primeiro como fã, mas
depois você tornou muito mais do que alguém que eu admirava o trabalho e quando
eu te... –Ele colocou o dedo em sinal de silencio sobre minha boca.
-Não quero pensar nisso agora, quero apenas ficar com você e
aproveitar cada segundo juntos, você tem mil motivos pra desconfiar do que eu
sinto, mas eu vou provar pra você que eu estou sendo sincero -disse e sorriu timidamente.
-Eu acredito em nós dois Danilo e no que eu sinto por você.
-Isso basta pra mim por enquanto Izabella. –E sorriu
voltando a me beijar.
Naquela noite ele me fez sentir de novo todas as sensações
que eu senti da primeira vez que estivemos juntos só que dessa vez eu estava
muito mais feliz e completa e preciso confessar que estava com saudades de
sentir aquele cheiro e de dormir naqueles braços.
Capitulo Dezessete.
Eu sabia bem que haveriam muitas barreiras, pra ser sincera
não sabia de mais nada a não ser que eu queria estar ao lado do Danilo e de que
eu o amava muito.
Terminei de arrumar minhas malas, minha tia tinha sido
maravilhosa comigo e eu sentiria saudade dela, mas nada me fazia ficar triste,
na verdade, nada me fazia mais feliz do que poder me sentar entre duas pessoas
que eu tanto amava e retornar ao meu país. Desembarcamos em São Paulo.
-Não sabia que a gente ia vir pra cá. –Disse sorridente
olhando pra minha mãe.
-É, acho que você e o Danilo precisam conversar.
Eu sorri e olhei para o Danilo que pegou na minha mão,
pegamos um táxi e ele insistiu pra que fossemos pra casa dele, mas preferimos
ficar no hotel, tomei um banho, descansei um pouco e conversei com minha mãe,
coisas que precisavam ser conversadas, me senti aliviada, Danilo me ligou me
passando seu endereço, deixei minha mãe descansar no hotel e fui pro
apartamento dele, cheguei no endereço e ele estava me esperando, dei um abraço
apertado no Danilo, subimos e ele me mostrou todo o apartamento com detalhes,
nos sentamos no sofá.
-Estou com saudade de uma coisa. –Danilo disse acariciando
meu rosto
-O que, por exemplo?
-Até agora eu não ganhei um beijo.
domingo, 5 de agosto de 2012
Capitulo Dezesseis.
Longos dias se passaram, tentei focar em outra coisas e não pensar muito no Danilo, mas não adiantava muito, eu só pensava nele e em quando ele iria me buscar...
Eu estava deitada na cama de olhos fechados, a porta do
quarto não estava totalmente fechada e além do barulho da campainha nada
poderia quebrar o silêncio daquele lugar e a exatidão de meus pensamentos, abri
os olhos e fiquei estática olhando para o teto, depois de uns bons minutos
cansada da minha ausência de sono e movimento me virei para a porta, levei um
susto, fechei os olhos e os abri novamente para ter certeza do que eu estava
enxergando, uma enorme felicidade tomou conta de mim, me sentei na cama.
-Eu estava te observando – disse Danilo.
-Eu já estava ficando com saudade, você quase me fez achar
que não viria. –Eu disse em um tom irônico.
Danilo colocou no chão uma mochila que estava com ele,
caminhou até a cama e se sentou ao meu lado.
-Desculpa ter te feito passar por isso. –Disse me abraçando.
-Não Dan, a culpa não foi sua, eu não deveria ter ido atrás
de você.
-Se você não tivesse ido eu nunca teria tanta certeza de que
eu quero ficar com você como eu tenho hoje.
-Então se tudo isso valeu mesmo a pena pra você não precisa
me pedir desculpas.
-Só quero estar ao seu la... –foi interrompido pelo barulho
que a porta fez ao se abrir e encostar na parede.
-Mã-ã-a-e! –Gaguejei.
-Izabella, minha filha, estava com tanta saudade de você.
-O que você está fazendo aqui mãe?
-Vou deixar vocês conversarem, escuta sua mãe. –Danilo disse
saindo do quarto e me deixando a sós com ela.
-Tudo que eu tentei fazer foi porque achei que seria melhor
pra você, mas vi que eu estava equivocada, não te escutei e quando o Danilo foi
atrás de você não escutei ele também, queria manter tudo que te machucasse
longe de você, mas depois daquela carta que a Luiza leu eu percebi o quanto eu
havia te magoado e que você não iria desistir fácil do Danilo. –Ela disse me
fazendo chorar e abrir um leve sorriso.
-Mãe, não me faça chorar. –Me levantei da cama e a abracei
com muita vontade.
-Me desculpe Iza, achei que estava fazendo a coisa certa,
mas eu e o Danilo conversamos, se te faz feliz ficar perto dele, não vou te
privar disso, por mais que eu o ache velho demais pra você. –ela abriu um
sorriso entre lágrimas.
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