terça-feira, 28 de agosto de 2012

Capítulo Vinte e Seis


A semana se arrastou lentamente, não conseguia parar de pensar na voz de indignação do Danilo falando comigo por telefone e me questionando no porque de eu não querer ir até São Paulo, eu tinha usado como desculpa o cansaço e é obvio que ele não havia se convencido disso.
Acordei no sabádo com um corpo gostoso, quentinho, conhecido e um pouco pesado se jogando em cima de mim. Abri o olhos e levei um susto ao me deparar com o Danilo saindo de cima de mim.
-Nossa, você está precisando mesmo emagrecer. -eu disse rindo e me espreguissando.
-Vá se foder Izabella. -ele riu
-Madrugou pra chegar aqui e me encontrar dormindo? Que surpresa é essa?
-Sai de São Paulo bem cedo sim, ainda estava escuro. O que foi, não gostou da minha surpresa? Já que você não iria me ver, resolvi vir até aqui encher o saco.
-Ah, estou descabelada, de pijama, preciso de um banho.
-Gosto muito mais de você assim, me lembra de como é acordar ao seu lado. Cara, sou bem ridiculo falando assim né? -ele deu uma risada, tirou o boné e o colocou em cima da minha mesinha.
-Você é lindo e muito fofo. -eu disse me levantando da cama e pegando algumas coisas pra ir tomar banho.
-Quero um beijo Iza. -ele me segurou pela cintura.
-Não mesmo Danilo, vou escovar os dentes, tomar um banho e depois conversamos.
Fui pro banheiro e liguei o chuveiro, tentei esvaziar minha mente e esquecer que a Patricia esteve em minha casa, não conseguia. Eu amava tanto o Danilo e me sentiria a maior egoista do universo se não o deixasse ser realmente feliz. Mas eu não iria fazer nada sem pensar muito bem. Sai do banho renovada e cheirosa.
-Agora sim eu posso ganhar um beijo.
-Sim, pode.
Ele me segurou pela cintura e me beijou, caminhou me beijando até me pressionar contra a cama e cair em cima de mim, me olhou por um instante, recuperamos o folego e ele voltou a me tomar em um beijo pra lá de caliente... Até que, fomos interrompidos.
-Venham comer alguma coisa vocês dois. -disse minha mãe entrando no quarto e falando alto com a intenção de nos atrapalhar.
-Ah obrigada, mas pra comer alguma coisa não preciso nem sair desse quarto. -Disse o Danilo respondendo a pergunta da minha mãe com um ar de irônia.
-Me poupe dessas piadinhas Danilo. -ela brincou e saiu do quarto.
-Melhor a gente obedecer, mamãe é bem nervosa. -eu disse me levantando.

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